Capítulo 1, artigo 2 – Pitágoras

Pitágoras (580 a 500 AC)

Oriundo da ilha de Samos fundou em Crotona, na Grécia, uma escola que teve grande influência não só por suas doutrinas filosóficas como também pela sua ética pura e austera e por suas tendências políticas. A ideologia pitagórica constitui um progresso indubitável em relação à ideologia jônica. Os pitagóricos não investigam de que são formadas as coisas, mas sim o que são as coisas, e sua resposta é que as coisas são números. Aristóteles nos dá a razão dessa estranha afirmação: “Os chamados pitagóricos se dedicaram às matemáticas e fizeram progressos nesta ciência, mas embebidos em seu estudo, acreditaram que os elementos das matemáticas (os números) eram também os princípios de todos os seres”.

Apoiados em seu princípio os pitagóricos desenvolvem uma espécie de análise do número, cujos resultados aplicam na realidade. Os elementos do número são o par e o ímpar. O número par, como divisível mais e mais, representa o infinito. O ímpar, por não ser divisível, representa o finito. A unidade participa de ambos os elementos por ser, a sua vez, par e impar.

Estes princípios do número adquiridos racionalmente são também os princípios do ser. As coisas se compõem de finito e infinito, o que é o mesmo, de um elemento limitado e outro ilimitado que são reduzidos à unidade pela harmonia. Tudo é, portanto, harmonia de ilimitação e limite. E a totalidade dos seres, o Universo, é também harmonia. A filosofia pitagórica culmina em um misticismo matemático-religioso, síntese das influências órfica (1) e científica que incluía a escola. O universo se concebe como um fogo central, o Uno, entorno do qual giram os astros divinos, entre eles a Lua e a Terra, e de sua ordenada evolução se origina a música harmoniosa das esferas (2). Os astros são dez por respeito ao sagrado número 10, que, por ser a soma dos quatro primeiros (1+2+3+4=10) era considerado como o mais perfeito. A alma se concebe como a harmonia do corpo e, em conseqüência, parece que deveria parecer com ele. Sem dúvida é tida por imortal e divina e unida ao corpo por causa de uma certa culpa primitiva (3). Para purgar este pecado o homem deve praticar a virtude, que é também pensada em função da harmonia e número. O destino final do homem se condiciona ao feito de haver alcançado a interna harmonia entre os sentidos e a razão. Só as almas harmônicas podem alcançar a boa ventura. As restantes se vêem sujeitas à metempsicose (4) até que a harmonia de sua vida imite um modo de viver divino.

(1) órfica – 1. adj. Pertencente ou relativo a Orfeu, poeta e músico grego mítico – (definição da Real Academia Espanhola).
(2) e (3) – pesquisar posteriormente
(4) metempsicosisDoctrina religiosa y filosófica que sostiene que las almas de los muertos transmigran a otros cuerpos cuyo grado de perfección varía según los merecimientos de la vida anterior: la escatología del hinduismo se basa en la metempsícosis. (WordReference.com)

Sugestão de leituras complementares na Wikipédia e no site Imática

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