Platão – Dialética – 3ª parte – Teeteto

A ciência não é sensação (Teeteto)

A posição fundamental de Platão em relação com o problema da ciência ou conhecimento certo é: a ciência não pode identificar-se com a sensação nem com nada que, em última instância, se reduza a sensações. Para Platão dizer que a ciência é igual a sensação é simplesmente negar a ciência. O sensitivo está intimamente entrelaçado com a doutrina de Heráclito sobre o devir universal e o dito de Protágoras que o homem é a medida de todas as coisas. Neste caso tudo se transforma numa cadeia ininterrupta de fenômenos. O homem arrastado por este turbilhão fluido onde se encontra, nada pode conhecer fora da impressão fugaz que este fluxo de coisas produz em seus sentidos. E esta impressão puramente pessoal e irreproduzível é precisamente a sensação. A conseqüência lógica é, pois, a de Protágoras: cada homem é para si mesmo a medida de todas as coisas. Não existe a verdade nem é possível ensiná-la. Impõe-se o ascetismo e o silêncio.

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