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Capítulo 2 – Conclusão sobre a filosofia dos Eleatas

24/01/2009

Conclusão sobre a filosofia dos Eleatas, por Klimke e Colomer (1)

Da filosofia eleata podemos dizer que, em geral, foi uma notável tentativa de impor-se sobre toda realidade por meio da razão. Os filósofos eleatas empreenderam esta tentativa de forma exagerada, mas assim plantaram as bases da persuasão, que hoje todos sustentamos firmemente, de que todo o Universo é governado por leis imutáveis.

Outra definição do caráter do Eleatismo, por Filipe Galvão (2)

A escola jónica não aceitaria o devir do mundo, que se manifesta ao nascer, parecer e transformar as coisas, como um facto último e definitivo, porque intentara descobrir, para lá disso, a unidade e a permanência da substância. Não negara, todavia, a realidade do devir. Tal negação é obra da escola eleática que reduz o próprio devir a simples aparência e afirma que só a substância é verdadeiramente. Pela primeira vez, com a escola eleática, a substância se torna por si mesma princípio metafísico: pela primeira vez, é ela definida não como elemento corpóreo ou como número, mas tão-só como substância, como permanência e necessidade do ser enquanto ser. O carácter normativo que a substância revestia na especulação de Anaximandro, que via nela uma lei cósmica de justiça, carácter que fora expresso pelos pitagóricos no princípio de que o número é o modelo das coisas, surge assumido como a própria definição da substância por Parménides e pelos seus seguidores. Para eles a substância é o ser que é e deve ser: é o ser na sua unidade e imutabilidade, que faz dele o único objecto do pensamento, o único termo de pesquisa filosófica. O princípio do eleatismo marca uma etapa decisiva na história da filosofia, Ele pressupõe indubitavelmente a pesquisa cosmológica dos jónios e dos pitagóricos, mas subtrai-a ao seu pressuposto naturalista e trá-la pela primeira vez ao plano ontológico em que deveriam enraizar-se os sistemas de Platão e de Aristóteles.

(1) Livro base deste estudo
(2) Do site Forum Filosofia que indico e sugiro inscrição. Vale ressaltar que a cópia é autorizada por Filipe Galvão, a quem agradeço.

Capítulo 1, artigo 2 – Os Pitagóricos – (terceira parte)

21/01/2009

Outros pitagóricos e suas contribuições

A escola pitagórica teve muitos filósofos célebres, entre os quais se sobressai Filolao que dizem ser o primeiro a indicar o movimento da Terra ao redor do Sol e Hicetas que indicou o movimento da Terra em redor de seu eixo. Esta doutrina, reproduzida por Aristarco de Samios, no século III AC e desacreditada depois pela autoridade de Aristóteles, foi ressuscitada e desenvolvida cientificamente por Copérnico, que confessa que em suas investigações ter sido estimulado por Hicetas, que conheceu nos escritos de Cícero (1).

Esta passagem de Cícero diz assim: “Hicetas de Saracusa, como disse Teofrato, crê que o céu, o Sol, a Lua, as estrelas e finalmente, todos os corpos celestes, estão quietos, parados, e que nenhuma coisa se move no mundo, com exceção da Terra, que gira e dá voltas com grande rapidez ao redor de seu eixo e que produz os mesmos efeitos que se produziriam se, estando parada a Terra, se movesse o céu”.

Além de Filolao e Hicetas, pertencem à escola pitagórica os contemporâneos de Sócrates Lysis, Hipaso, Somias e Cebes, tantas vezes comentados por Platão, Arquitas tarentino, célebre na Mecânica, o médico Alcmeon que indicou que o cérebro é o orgão central da sensibilidade, Timeo locrense e Ocelo lucano.

(1) confirmar

A linha do tempo na Filosofia Ocidental

18/01/2009

A História da Filosofia Ocidental

A primeira idade – compreende a filosofia antiga grecorromana, desde o século VII AC até o século VI DC, quando, em parte, cessa e é absorvida pela filosofia patrística. Esta idade é o tempo de preparação e da primeira formação da filosofia perene.

A segunda idade – abarca a filosofia patrística e dura desde o século I DC até o século VIII DC. Neste tempo a filosofia antiga cai nas mãos dos padres e é corrigida e refinada à luz das verdades da nova religião cristã. É chamada de tempo da correção da filosofia antiga por obra da verdade cristã.

A terceira idade – vai do século VIII DC até meados do século XV. Nesta idade predominou principalmente a filosofia escolástica. As relíquias da filosofia antiga e da filosofia patrística salvas das calamidades e das invasões de outros povos dão origem a nova filosofia e, neste tempo, se produz a constituição sistemática e a plena evolução da filosofia perene e cristã nos escolásticos da Idade Média.

A quarta idade – alcança desde a segunda metade do século XV até nossos tempos onde acontece o abandono da filosofia perene escolástica e a aparição crescente de sistemas novos e cada dia mais audazes que tentam derrubar as principais verdades da religião e filosofia cristã que perene continua com seu vigor e se defende desses novos sistemas. Por esta causa pode-se chamar essa quarta idade do tempo da grande luta entre os princípios da filosofia cristã e a filosofia moderna.